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Estratégias para lidar com a fome emocional

  • Foto do escritor: Aline Carvalho
    Aline Carvalho
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Estratégias para lidar com o comer emocional

A fome física surge de uma necessidade biológica, aparece de forma gradual e é resolvida com comida. Já a fome emocional surge de estados emocionais como estresse, ansiedade ou tristeza, aparece de forma repentina e não é satisfeita mesmo após comer.


Após identificar que está sentindo fome emocional, você pode adotar algumas estratégias para lidar com essa situação de forma saudável.



O passo a passo para lidar com a fome emocional


Com a ajuda de um(a) nutricionista comportamental ou psicólogo(a), essas práticas se tornam cada vez mais fáceis e naturais de aplicar na rotina.


Dependendo da abordagem utilizada pelo profissional, estes processos podem até ser divertidos. 



1. Tire um momento para avaliar suas emoções


Assim como avaliar o que está desencadeando essa fome emocional.


Esse momento de reflexão pode ser breve, não precisa ser complexo.


Identificar a causa pode ajudá-lo a lidar com a emoção de maneira mais eficaz.


Se, por exemplo, o gatilho que desperta a sensação de fome for um momento de solidão, quais outras formas você pode usar para lidar com este sentimento?


Será que você realmente precisa lidar com isso, ou é possível ter uma outra perspectiva?


Caso não consiga encontrar respostas sozinho(a), é aí que entra o profissional qualificado.



2. Esteja consciente das suas emoções e dos gatilhos que levam à fome emocional


Explorar o que vem antes do comportamento pode te ajudar a prevenir os contextos que geralmente levam ao comportamento disfuncional.


Na prática, é como se você desenvolvesse a habilidade de "prever" as oportunidades que vão reforçar sua fome emocional, e escolher, de forma consciente, como vai lidar com ela.



3. Ocupar a mente, ou encarar de frente


São decisões que você aprende a priorizar quando faz um acompanhamento com profissionais qualificados. Mesmo assim é possível se virar sozinho(a).


Você pode se envolver em atividades que gosta e que não envolvam comida, como praticar exercícios, ler, ouvir música ou praticar técnicas de relaxamento, mas isso deve ser uma escolha sua.


Cuidado com o piloto automático.


Caso perceba que está constantemente fugindo de entender suas emoções, busque a ajuda de um(a) psicólogo(a). 



4. Use a respiração a seu favor


Parece óbvio e aparentemente bobo, mas tem um motivo para a respiração ser o tema principal de filosofias, especialidades da área da saúde, e até práticas religiosas, por séculos.


Algumas técnicas de respiração são capazes de controlar pensamentos intrusivos e impulsivos, bem como recuperar o raciocínio lógico em momentos de ansiedade extrema.


Fazer pelo menos uma dessas práticas antes de se alimentar pode ser uma excelente estratégia para o autocontrole. 



5. Mantenha um diário das suas emoções


A cultura do diário era mais popular na nossa infância, lembra?


Nossa versão adolescente e adulta também se diverte expressando os próprios sentimentos de forma particular, autêntica e livre ao ter constância de escrever sobre eles.


É uma ótima forma de perceber padrões e gatilhos emocionais que levam à fome emocional.



6. Converse com alguém de confiança ou busque uma comunidade acolhedora 


De preferência que entenda o seu mecanismo de regulação emocional: a comida.


Você pode compartilhar suas percepções e receios com um amigo, membro da família ou profissional de saúde mental para, quem sabe, encontrar acolhimento ou sugestões de como encontrar outras formas de compensar suas emoções.


O isolamento social não necessariamente trará o consolo que busca.



7. Se realmente precisar comer, opte por alimentos ricos em carboidratos complexos, fibras e proteínas


Uma refeição equilibrada te manterá saciado(a) por tempo suficiente para pensar na melhor forma de regular suas emoções. 


Lidar com a fome emocional é um processo contínuo.


Não há uma previsão média de tempo para conseguir definitivamente desassociar a comida a uma forma de compensar emoções não compreendidas ou reprimidas, pois depende do comprometimento, do suporte profissional, da rede de apoio e de algumas mudanças não só de comportamento, mas também de rotina.



Gatilhos mais comuns para fome emocional


Entre os vários possíveis motivos para que a comida seja usada como forma de regular sentimentos, foram listados abaixo os principais.



Estresse crônico: sobrecarga de informações e responsabilidades


Estresse pode causar comer emocional para compensar emoções

Situações de estresse constante aumentam o cortisol (hormônio do estresse). O cortisol eleva o apetite e a busca por alimentos mais palatáveis, ricos em açúcar e gordura.



Ansiedade: antecipação de uma hipótese


A comida passa a funcionar como regulador emocional rápido. O alívio é momentâneo, reforçando o ciclo.



Tédio: dificuldade de lidar com o tempo ocioso


Para que o tempo não seja tão percebido, o ato de beliscar acaba sendo a escolha prioritária, ao invés de lidar com o tédio diretamente.



Solidão: sentimento de abandono, isolamento ou rejeição


A comida assume papel de companhia emocional.Especialmente alimentos associados a conforto e memória afetiva.



Tristeza e frustração: emocional abalado por contextos decepcionantes


Emoções percebidas como difíceis tendem a ser evitadas.Comer vira um anestésico emocional temporário.



Privação alimentar excessiva


Dietas muito restritivas aumentam a chance de episódios de fome emocional. O corpo e a mente entram em estado de escassez pedindo por energia rápida.



Rotina desorganizada


Rotina desorganizada piora comer emocional

Pouco sono, horários irregulares e ausência de pausas reduzem a capacidade de autorregulação.



Quando procurar ajuda para lidar com comer emocional


Quando comer passa a ser a resposta automática para emoções e isso começa a se repetir com frequência, intensidade e perda de controle, o suporte profissional passa a ser necessário para interromper o ciclo antes que ele se consolide ou evolua para algo mais grave.




Aline Angela Carvalho de Araujo

Nutricionista Clínica Comportamental

CRN-8 18431

Atendimento online e presencial em Curitiba/PR, bairro Batel

alineangela.nut@gmail.com




 
 
 

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