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As diferenças entre índice glicêmico e carga glicêmica na reeducação alimentar

  • 17 de jan.
  • 3 min de leitura
As diferenças entre índice glicêmico e carga glicêmica


Quando o assunto é alimentação, é comum encontrar termos como índice glicêmico, carga glicêmica, densidade calórica e tipos de carboidratos sendo usados como se fossem sinônimos, ou como se um fosse mais importante que o outro.


Na prática, cada um desses conceitos mede uma coisa diferente, e entender o que cada um representa muda completamente a forma como você lê um rótulo, monta um prato ou avalia uma escolha alimentar.


Nenhum deles sozinho é suficiente para guiar uma alimentação equilibrada.


Um alimento pode ter baixo índice glicêmico e alta densidade calórica ao mesmo tempo.


Outro pode ser carboidrato complexo e ainda assim elevar a glicose rapidamente.


Entenda detalhes ao longo deste artigo.



A diferença entre carboidrato simples e carboidrato complexo


É uma classificação estrutural, e expressa o tamanho da molécula.


Carboidratos simples têm cadeias curtas de açúcar, como a glicose e a frutose.


Carboidratos complexos têm cadeias longas, como o amido.


O problema dessa classificação ser considerada de forma isolada, é que ela não diz nada sobre a velocidade de absorção nem sobre o impacto no organismo.


Exemplos para começar a entender a diferença entre índice glicêmico, carga glicêmica, densidade calórica e complexidade de carboidratos:


  • Batata comum → carboidrato complexo (amido), mas IG alto (~85)

  • Arroz branco → carboidrato complexo, mas IG alto (~72)

  • Melancia → carboidrato simples, mas IG alto (~72) e carga glicêmica baixa



Índice glicêmico


É uma classificação funcional, pois mede a velocidade com que um alimento específico eleva a glicose no sangue.


O número vai de 0 a 100, sendo 100 a glicose pura.


Esses valores não dizem respeito à quantidade consumida, uma vez que testa o alimento de forma isolada em uma porção padronizada, ou seja, nem sempre reflete a realidade de uma refeição completa.


Por isso o índice glicêmico é considerado junto com a carga glicêmica.



Carga glicêmica


É uma correção do índice glicêmico. Representa tanto a velocidade quanto a quantidade de carboidrato consumida.


Calculada multiplicando o índice glicêmico pela quantidade de carboidrato da porção.


Por isso a melancia, que tem índice glicêmico alto, tem carga glicêmica baixa: porque a quantidade de carboidrato por porção é pequena.


É o conceito mais preciso dos quatro para avaliar o impacto real de um alimento na glicemia.



Densidade calórica


Uma classificação completamente diferente das anteriores, já que não fala sobre glicose nem sobre velocidade de absorção.


Densidade calórica mede a quantidade de calorias por grama ou por volume de alimento.


Um alimento de alta densidade calórica entrega muitas calorias em pouco volume, como oleaginosas e azeite.


Um de baixa densidade calórica entrega poucas calorias em muito volume, como folhas e pepino.


É um conceito mais ligado ao controle de peso e saciedade por volume do que à qualidade do carboidrato.



Por que esses conceitos importam mais do que qualquer restrição durante uma reeducação alimentar?


A reeducação alimentar é um processo de entender o que cada escolha faz pelo seu corpo em cada momento do dia.


Saber que a melancia tem índice glicêmico alto mas carga glicêmica baixa, por exemplo, evita que você elimine uma fruta nutritiva e hidratante da sua alimentação por um número isolado que, fora de contexto, não diz muita coisa.


Saber que batata comum é um carboidrato complexo mas age de forma parecida com um simples no sangue evita a ilusão de que complexo é sempre sinônimo de lento ou saudável.


Esses conceitos, quando analisados juntos, constroem uma leitura mais honesta e menos ansiosa da comida, e é essa leitura que sustenta mudanças reais a longo prazo.



Recomposição corporal: a diferença entre "comer menos" e "comer certo"


Uma dúvida muito comum de quem quer emagrecer e ganhar músculo ao mesmo tempo é se basta priorizar tudo que é baixo.


Dieta para emagrecer usando índice glicêmico e carga glicêmica a seu favor

  • Baixo índice glicêmico (IG)

  • Baixa densidade calórica

  • Baixo volume de carboidrato


A resposta curta é não.


A resposta mais completa é que o corpo precisa de sinais diferentes em momentos diferentes, e uma alimentação travada no "baixo de tudo" tende a comprometer justamente o que mais importa na recomposição:


Recomposição corporal pelo índice glicêmico, carga glicêmica, densidade calórica, tipos de carboidrato


  • Energia para treinar

  • Proteína suficiente para construir músculo

  • Calorias adequadas para que o corpo não entre em modo de economia


Entender esses quatro conceitos é o primeiro passo para sair da lógica de restrição e entrar na lógica de estratégia, o que realmente move a composição corporal na direção certa.




Aline Angela Carvalho de Araujo

Nutricionista Clínica Comportamental

CRN-8 18431

Atendimento online e presencial em Curitiba/PR, bairro Batel

alineangela.nut@gmail.com





 
 
 

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